Capítulo IX

SUSPENSÃO

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AMORTECEDORES

São peças que absorvem o movimento da suspensão, evitando que o veículo pule após passar sobre algum obstáculo. Baseado em dutos restritos de óleo que correm internamente em baixa velocidade, impede a livre corrida da suspensão para cima e para baixo.

MOLAS

Absorvem a movimentação da suspensão, permitindo que as rodas subam e desçam livremente.

BUCHAS E BORRACHAS

Permitem a movimentação da suspensão absorvendo os choques, ruídos e movimentações.

BRAÇOS ARTICULADOS

São barras e bandejas que prendem as rodas à estrutura do veículo sem impedir sua movimentação.

RODAGEM

RODAS

Estruturas metálicas ( em aço estampado ou liga leve ) que suportam os pneus. São fabricadas em variados tamanhos para suportar tipos diferentes de pneus.

PNEUS

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Estruturas de compostos de borrachas e carvão, com mantas de lona e de aço para oferecer estrutura.

Os pneus exigiriam um capítulo à parte, mas vou indicar-lhes a procura no site da Pirelli a home page chamada “Universidade dos Pneus”. Você terá uma quantidade enorme de informações muito úteis !

FREIOS

São os sistemas para diminuição de velocidade do seu veículo. Outros recursos normalmente usado servem como apoio aos sistemas de freios mas só estes efetivamente diminuem a velocidade do veículo. O estado de conservação do sistema é de suma importância já que envolve o item mais importante da segurança do veículo.

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FREIOS POR CINTA

Os primeiros sistemas de freio consistiam de cintas de couro aplicadas a tambores fixados nas rodas dos veículos. Muito pouco eficientes e confiáveis, logo deixaram de ser utilizados.

FREIOS A TAMBOR

Primeiro sistema confiável de freios, consiste de uma grande “panela” afixada à roda do veículo com sapatas internas em amianto ( também chamadas de lonas de freio ) que pressionam a panela ( também chamada de tambor).

FREIOS A DISCO

Sistema mais moderno desenvolvido nos anos 60, inicialmente em aviação, consiste de um disco de aço e uma pinça que pressiona duas pastilhas de liga de amianto contra o mesmo. Muito mais confiável e eficiente que o freio a tambor, é utilizado na dianteira da grande maioria dos veículos de hoje.

Os freios a tambor são ainda utilizados na traseira dos veículos por uma questão de equilíbrio e economia: Quando o freio de um veículo é acionado, seu peso se transfere para a frente, deixando a cargo do freio dianteiro aproximadamente 70 % do trabalho de frenagem.

FREIOS AUTO AJUSTÁVEIS

Os sistemas mais modernos de freios têm ajuste automático para que mantenham sempre a mesma eficiência. Incluem também sensores para indicar no painel do veículo a hora da substituição das peças de desgaste ( pastilhas ou lonas ) .

SISTEMA ELÉTRICO

Os veículo contam com sistemas elétricos de apoio ao seu funcionamento. Além das facilidades como vidro elétrico, banco elétrico, sistema de fechamento centralizado ( trio elétrico ), o sistema elétrico participa de funções básicas do motor como ignição do combustível dentro do motor e na partida, quando ligamos nosso veículo.

IGNIÇÃO

A ignição é o sistema que gera e envia centelhas às velas de ignição do seu veículo. Ela pode ser por platinado, um aparelho antigo de geração de centelha por contato ou pode ser uma ignição eletrônica, gerada por um capacitor que acumula carga até o momento de disparar a centelha.

DISTRIBUIDOR

O distribuidor é um aparelho que distribui a faísca para cada cilindro na hora da explosão. Recebendo a descarga elétrica da bobina, outro transformador de carga elétrica, o distribuidor define qual o cilindro que receberá a faisca de modo a manter a seqüência de explosões do motor ordenada.

REGULADOR DE VOLTAGEM

É o aparelho que mantém a eletricidade do veículo sempre na mesma voltagem. Sem ele o veículo não funciona. Os indícios de que ele não funciona bem são notados quando começam a queimar lâmpadas e aparelhos do carro e não há problemas com a fiação do mesmo.

MOTOR DE PARTIDA

Normalmente ligado ao volante do motor, é um motor elétrico que usa a bateria para fazer o motor rodar até que a queima de combustível comece, ou seja, até que o motor “pegue”. É acionado quando viramos a chave do carro na hora da partida.

BATERIA

É uma grande “pilha”. Um acumulador de eletricidade feito de placa de chumbo embebidas em uma solução líquida ácida, formando um campo elétrico que mantém cargas elétricas. Fornece energia elétrica para todo o veículo, tanto na hora da partida como para as lâmpadas, alarme, som, aquecedor, limpador de pára-brisas, e tudo o mais que não é acionado mecanicamente pelo próprio motor.

FIAÇÃO

É o conjunto de fios que distribui a eletricidade por todo o veículo. Também conhecido como “chicote” quando reunidos vários fios levando eletricidade a um ponto qualquer do veículo, precisa ser muito bem cuidada para que não se interrompa, impedindo o funcionamento de um determinado acessório.

LÂMPADAS

As lâmpadas de seu veículo têm um equilíbrio muito importante. Como itens de segurança devem ser bem cuidadas não só porque são úteis. Uma vez que uma lâmpada de um circuito se queima, o outro lado do circuito sofre uma sobrecarga e a tendência da outra lâmpada é de se queimar em seguida. Troque as lâmpadas queimadas logo que queimarem.

FUSÍVEIS

São interruptores de circuito que impedem a queima de aparelhos e lâmpadas quando há qualquer problema com a eletricidade do veículo. Quando há um excesso de carga, o fusível se queima e precisa ser trocado. Caso ele seja trocado e volte a queimar, existirá um curto circuito no sistema elétrico. É importante ter sempre fusíveis de reserva para emergências.

DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA

FREIOS ABS ( ANTI BLOCKING SYSTEM )

Conhecido pela abreviatura de ANTI BLOCK SISTEM, evita que as rodas parem, ou melhor, travem na hora de freadas mais bruscas. Isso diminui sensivelmente o espaço utilizado para frear e a chance do carro se desgovernar.

CINTO DE SEGURANÇA

Item de grande importância, o cinto de segurança é hoje obrigatório porque oferece uma segurança excepcionalmente eficiente para os ocupantes de um veículo que se acidenta. Sem ele, impactos de menor proporção seriam fatais, pelo impacto dos ocupantes contra o próprio veículo. Aumenta inclusive a dirigibilidade, fixando bem o motorista ao banco do veículo e deixando livres braços e pernas para um maior controle sobre o mesmo.

CÉLULA DE SOBREVIVÊNCIA

O conceito moderno de absorção de choques pelo monobloco ( carroceria ) incluiu um método de fabricação onde o habitáculo do veículo é preservado sempre que há uma colisão. Desta maneira, o impacto é absorvido pelo esmagamento da estrutura só até o habitáculo, preservando a integridade física dos ocupantes.

BARRAS DE PROTEÇÃO

Foi recentemente constatado que as laterais dos veículos se apresentavam vulneráveis em acidentes, atingindo os ocupantes de maneira muito intensa. Com base nesta constatação, desenvolveram-se barras de proteção que em alguns veículos não estão instaladas apenas nas laterais, mas em outros pontos vulneráveis dos mesmos.

CONTROLE DE TRAÇÃO

A potência do motor por vezes leva as rodas que tracionam (que fazem força ) as girar em falso. Quando aceleramos demais em uma estrada de terra, por exemplo, as rodas derrapam, podendo causar um descontrole na direção do veículo. Pensando nisso, os fabricantes desenvolveram sensores e controles que “lêem” se as rodas estão destracionando e aliviam a força que é aplicada a elas. Com isso, só se transfere ás rodas o que for por elas transmitido ao solo sem derrapagens, evitando desperdícios e descontroles.

TABELA DE DEFEITOS

Esta é uma tabela simples para a qual eu gostaria de contar com a colaboração de vocês no sentido de enviarem sugestões para a ampliação da mesma. Ainda com poucos ítens, ela já tem ajudado aos motoristas acharem a solução mais apropriada para seus problemas !

SINTOMA DEFEITO SOLUÇÃO
FREIOS APRESENTAM UM SOM METÁLICO
(OUVIMOS BARULHO DE METAL RASPANDO)
PASTILHAS OU SAPATAS DE FREIOS ACABARAM SUBSTITUIR PASTILHAS OU SAPATAS E VERIFICAR SE HOUVE DANOS AO DISCO/TAMBOR. CASO NECESSÁRIO, SUBSTITUIR OS DISCOS OU PANELAS DE FREIO. CASO NECESSÁRIO, SUBSTITUIR O CILINDRO MESTRE OU OS CILINDROS DE RODA.
PEDAL DE FREIO “ABAIXA” QUANDO O SEGURAMOS PISADO ALGUM DOS CILINDROS ( MESTRE ou DE RODA ) COM VAZAMENTO ou ENTRADA DE AR, AR NO CIRCUITO DE FREIO. CHECAR O SISTEMA DE FREIOS, SUBSTITUIR PEÇAS DANIFICADAS E O FLUIDO DE FREIOS
SOLTAMOS A EMBREAGEM E O VEÍCULO NÃO COMEÇA A ANDAR, ou ainda, COMEÇA A ANDAR MAS FICA MUITO ACELERADO EMBREAGEM DESGASTADA ou ESPELHADA TROCAR CONJUNTO DE EMBREAGEM ( PLATÔ, DISCO E ROLAMENTO) OU DESMONTAR E LIXAR DISCOS
A CHAVE DO VEÍCULO NÃO VIRA PARA QUE POSSAMOS DAR A PARTIDA QUANDO A DIREÇÃO ESTÁ TRAVADA, FICA QUASE IMPOSSÍVEL VIRAR A CHAVE PORQUE A PRÓPRIA TRAVA SEGURA A CHAVE. DESENCOSTAR O VOLANTE DA TRAVA PARA QUE A MESMA NÃO IMPEÇA E TORCER A CHAVE.
A PRIMEIRA MARCHA NÃO ENTRA QUANDO TENTAMOS REDUZIR O MECANISMO DE SINCRONIZAÇÃO DAS MARCHAS É PRECÁRIO QUANDO REDUZIMOS PARA PRIMEIRA SÓ ENGATAR A PRIMEIRA MARCHA QUANDO O VEÍCULO ESTIVER PARADO OU QUASE PARADO
O VEÍCULO PUXA PARA UM LADO E “DANÇA” MOLE NA PISTA QUANDO VIRAMOS A DIREÇÃO PNEU(S) VAZIO(S) OU FURADO(S) MANTER SEMPRE OS PNEUS NA PRESSÃO INDICADA PELA FÁBRICA OU ACIMA, ATÉ O MÁXIMO ESCRITO NO PNEU.
NUNCA DEIXE PRESSÃO MENOR
O VEÍCULO ANDA SOLTANDO UMA FUMAÇA BRANCA ESPESSA PELO ESCAPAMENTO ÓLEO SENDO QUEIMADO JUNTO COM O COMBUSTÍVEL ANÉIS QUEBRADOS OU SEM EFÍCIÊNCIA, MOTOR CANSADO OU JUNTA DE CABEÇOTE QUEIMADA, NÃO DEIXAR FALTAR ÓLEO.
QUANDO ANDAMOS COM O VOLANTE TODO PARA O LADO, O VEÍCULO COMEÇA A “ESTALAR” JUNTA HOMOCINÉTICA COM PROBLEMAS SUBSTITUIR JUNTAS HOMOCINÉTICAS
QUANDO TENTAMOS LIGAR O VEÍCULO, O MOTOR VIRA MAS NÃO “PEGA” E COMEÇA A CHEIRAR COMBUSTÍVEL. VEÍCULO AFOGADO PUXAR TODO O AFOGADOR, ACELERAR ATÉ O FUNDO E DAR A PARTIDA ATÉ QUE O VEÍCULO LIGUE ou ESPERAR 10 MINUTOS E DAR A PARTIDA
QUANDO VIRAMOS A CHAVE DO VEÍCULO, ELE NÃO DÁ A PARTIDA.
QUANDO CONSEGUE ALGUM SINAL, DEMONSTRA FRAQUEZA.
BATERIA FRACA OU DESCARREGADA CARREGAR A BATERIA EM CARGA LENTA.
CASO A BATERIA ESTEJA ESTRAGADA, SUBSTITUÍ-LA.
A BATERIA DURA ATÉ TRÊS ANOS
UMA DETERMINADA MARCHA “ARRANHA” QUANDO TENTAMOS ENGATAR SINCRONIZADOR DA MARCHA QUEBRADO OU EMBREAGEM MAL PISADA LEVAR O VEÍCULO PARA O MECÂNICO CONSERTAR O CÂMBIO ou PISAR MELHOR A EMBREAGEM
O VOLANTE “BALANÇA”QUANDO MANTEMOS UMA DETERMINADA VELOCIDADE RODAS FORA DE BALANCEAMENTO BALANCEAR RODAS.
SEMPRE QUE UM PNEU FOR CONSERTADO, BALANCEAR A RODA NOVAMENTE.
O VOLANTE FICA PESADO DEMAIS, PRINCIPALMENTE NAS MANOBRAS PNEUS MURCHOS CALIBRÁ-LOS SEGUNDO O MANUAL DO PROPRIETÁRIO.
O VOLANTE DO VEÍCULO PUXA PARA UM LADO QUANDO ANDAMOS EM UM LUGAR PLANO OU DIREÇÃO DESALINHADA OU PNEU FURADO OU ESTRUTURA TORTA DIREÇÃO DESALINHADA, LEVAR PARA ALINHAR, PNEU FURADO SUBSTITUIR, ESTRUTURA DO VEÍCULO TORTA, VENDE-LO !

BIBLIOGRAFIA

Posey, Sam (1996) – “In Control” (vídeo) , multivision , inc. , U.S.A.
Rozestraten, Reinier J.A. (1988) – “Psicologia do Trânsito: Conceitos e Processos Básicos”, EDUSP
CET – S.Paulo (1990) – “Direção Defensiva” ( apostila)
Bondurant, Bob, Blackmore, John (1998) – “High Performance Driving” MBI Publishing Company, U.S.A.
MOTORCYCLE SAFETY FOUNDATION (1979 ) – “MOTORCYCLE RIDER COURSE” – LIBRARY OF CONGRESS, U.S.A.
DMV – Department of Motor Vehicles – California Driver Handbook ( 1998 )
DL 600 (REV. 3/98) U.S.A.

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